
Tento regressar a mim mesmo, e orgulho-me imenso de dizer que estou a conseguir, de novo, sorrir. Hoje foi um dia lindo, em que senti que não tinha motivos para não o fazer, o sol brilhava lá fora apesar do frio, e só me sentia confortável debaixo dos cobertores que me aqueciam a pele. Bem, o coração, esse estava bem quente, na melhor temperatura do mundo, e atrevo-me a dizer que por breves segundos, sonhei que te voltaria a ter, da forma que te tive outrora. Arrisco-me a dizer, e é a mais pura das verdades, que sinto falta de passear no Porto de mão dada contigo, que tenho saudades de acordar e ver-te dormir do meu lado. Sinto uma nostalgia enorme de estar contigo, sonhar contigo, sorrir e chorar contigo.
Decoro a tua cara, deitada no meu peito, para que me possa recordar de ti mais facilmente nas horas que estás ausente, e sabes, reparei que o teu puro e inocente olhar continua o mesmo. Tens os olhos mais lindos do mundo, numa forma arredondada e achinezada, e esse castanho que me hipnotiza a alma, faz-me sonhar ainda mais.
Sabes, adoro! Adoro sentir que não estou só, e adoro ainda mais saber que é a ti que te tenho, que é a ti, que passado tanto tempo, passadas tantas almas e tantas vidas, nunca deixaste de morar no meu peito. É a tua eterna casa, e tenho tanta certeza que irás residir dentro dele para o resto das nossas vidas, quer queiras, quer não.
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