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alma consumida

Tinha vindo a conseguir, até à bem pouco tempo, desenvolver uma espécie de escudo que me deixava protegido contra quem me magoasse.
Chamado de frieza, o sentimento que mais tempo se apoderou de mim, do meu ser, da minha alma. Seria este o escudo que impediria qualquer lágrima de escorrer pela minha face, seria este mesmo sentimento, que não me deixaria no chão a espezinhar, e a implorar que voltasses, que te quereria, que ainda sonharia ter-te.
Hoje, o escudo rompeu, e dou por mim a passar os dias a ver-te à minha frente, como se de um fantasma te tratasses. Hoje, sinto o teu cheiro, ao virar de cada curva, e acordo de noite, ao sentir a tua mão a tocar na minha. Sinto desenhado um vento na mesma cama que a minha, e pinto-te do meu lado, para que possamos dormir juntos mais uma vez. 
Desejo tocar o teu suave corpo com a minha mão, tenho um infinito almejo de te olhar nos olhos, e de alcançar os teus lábios nos meus...
Mas não.. Acabou todo o sonho que construí ao longo de muito tempo. Morreu o sonho, e com ele foi parte da minha alma...

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